O The New York Times dedicou neste domingo um bom espaço ao hacker brasileiro Marcos Flávio Assunção, de 22 anos, famoso nos meios de segurança online por ter criado softwares anti-hackers.
São Paulo - Sob o título “Brasil vira laboratório do crime cibernético”, o repórter Tony Smith, do The New York Times, fala sobre as habilidades do hacker brasileiro Marcos Flávio Assunção. Tony revela que Marcos conseguiu acessar rapidamenta sua conta e senha bancárias mas mostrou-lhe também os caminhos para barrar esse tipo de invasão.
Marcos Flávio, mineiro de 22 anos, ficou famoso nos meios de segurança online por ter criado para a empresa Defnet, da qual é diretor de tecnologia, dois softwares anti-hackers: o Defnet Honeypot e o Defnetguard.
O primeiro, baseado na armadilha conhecida como “pote de mel”, simula telas através das quais os intrusos costumam monitorar um servidor de rede. Ou seja, os arquivos vistos por eles, inclusive os de senhas e dados confidenciais, são falsos. O Honeypot exibe também o endereço online de onde está sendo lançada a invasão, mesmo que seja de um cibercafé, de modo que fica fácil para as autoridades policiais localizar o criminoso.
Já o Defnet Guard é projetado para uso em conexões seguras - aquelas que mostram o ícone de um cadeado no pé do navegador. Seguras até certo ponto, uma vez que modernas ferramentas de redirecionamento conseguem capturar, com certa facilidade, dados confidenciais de clientes de bancos e de sites de e-commerce. O Defnet Guard, segundo Marcos, evita que isso ocorra.